terça-feira, 19 de julho de 2016

Micro Transplante Capilar – Dia 8 – “A comichão”



8º dia após o Micro Transplante Capilar

8º dia após o Micro Transplante Capilar

8º dia após o Micro Transplante Capilar

8º dia após o Micro Transplante Capilar

8º dia após o Micro Transplante Capilar


(…) Sabia que não podia fazer exercício físico durante 1 mês. Isto é que me custava!

Nas instruções pós operatórias estava escrito que podia “retomar o exercício leve, como caminhada, 2 semanas após a cirurgia; o exercício com bolas (futebol, vólei, ténis, etc) e exercícios com água (piscina e praia), só devia retomar 1 mês após o procedimento cirúrgico. Os restantes exercícios, 3 semanas após a cirurgia”.

Na primeira semana optei por andar (calmamente) a pé, 20 minutos, duas vezes por dia, sem me expor ao sol forte, de cabeça destapada e escolhendo sombras e fins de tarde.

"A cabeça destapada é para acelerar a cicatrização", disse-me o médico logo após o Micro Transplante Capilar. E de facto funcionou. A cicatrização decorreu como o previsto e prova foi a forte comichão que sentia na zona doadora a partir do 8º dia. 

Nas situações mais aflitivas salva-me o aspersor de soro fisiológico que mantinha no frigorífico. Umas borrifadelas de soro fisiológico bem fresco acalmava-me o “desespero”.

Desde o 5º ao 8º dia lavei a cabeça, duas vezes por dia, com o champô que me foi entregue na Clínica e apenas com a palma da mão, aumentando gradualmente a pressão e a intensidade.

“Até ao 8º dia é importante que o jato forte do chuveiro não incida diretamente na cabeça” está escrito nos documentos que me entregaram. A técnica é usar a palma da mão para derramar a água ou um recipiente ou então reduzir o jato de água a um nível mínimo, como me indicaram na lavagem que realizei na clínica.

Começaram a cair as crostas e algumas peles mortas de um modo natural. Para além da comichão … nada mais me apoquentava.

A curiosidade dos amigos e conhecidos foi (mais do que) muita. Desde perguntarem se estava bem, até quererem saber o que tinha feito, como é que tinha feito ou onde é que tinha feito, começou logo no avião de regresso a casa.

No trabalho, nos convívios ou nos encontros ocasionais tinha gosto e prazer de explicar tudo e satisfazer a curiosidade dos que me interpelavam.

Até me diverti! (…)



terça-feira, 12 de julho de 2016

Micro Transplante Capilar – Dia 4: “1ª lavagem”


Dia 4 após o Micro Transplante Capilar

Dia 4 após o Micro Transplante Capilar

Dia 4 após o Micro Transplante Capilar

Dia 4 após o Micro Transplante Capilar

Dia 4 após o Micro Transplante Capilar

Visita Estádio da Luz - Museu do Benfica

Da minha mãe tive incentivo "de primeira" :)

(…)
Quatro dias depois fui à Clínica fazer a 1ª lavagem da zona recetora (zona implantada)! Sim, até à data só podia lavar a zona doadora.

Cheguei eram 10.30h. Aguardei 10 minutos na sala de espera e fui levado à enfermeira.

“A partir de hoje deve lavar a cabeça duas vezes por dia, para remover todas as peles mortas . Até ao 8º dia massaje o couro cabeludo apenas com a palma das mãos, em movimentos suaves e circulares. Deixe o champô que lhe fornecemos atuar durante 3 minutos e depois enxague com água tépida e com pouca pressão”.

Já sabia dessas indicações pelas instruções que me forneceram no dia do Micro Transplante capilar. Só após o 8º dia devia massajar o couro cabeludo com a ponta dos dedos e nunca com as unhas.

“Está excelente”, disse a enfermeira. “Para enxugar a cabeça use «resguardos» pressionando-os contra a cabeça e sem esfregar. As toalhas têm fibras que podem prender-se aos cabelos e deslocar os folículos”.

Foi uma lavagem que durou pouco mais de 5 minutos. “A zona doadora está a sarar bem” disse a enfermeira. “Felizmente, não tive dores, nem nenhum dos sintomas do pós-operatório que me referiram”.

Nos dias anteriores tinha cumprido uma vida absolutamente normal.

“Pai vamos ao Museu do Benfica”? E fomos. Para quem pensa que aquilo são só taças e medalhas … vai surpreender-se. É uma viajem fantástica à história de Portugal, da Europa e do Mundo, tendo como guia de viagem o emblema e a marca “Benfica”.

Foram 2 horas e meia, onde, pela mão de uma paixão clubista vivida e sentida pelos dois, recordamos os sucessos e aprendemos o valor do maior clube nacional como embaixador de Portugal no mundo todo.

Chegava a hora de apanhar o avião e voltar para casa. Depois da aterragem suave … a 1ª paragem foi em casa dos meus pais. Sosseguei a inquietude da minha mãe e a curiosidade do meu pai. Sim, foi ela que, desde a 1ª hora me incentivou para “arrelvar o sintético”. Mãe é mãe! (...)


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Pós-operatório do Micro Transplante Capilar: Dia 1

Fotos comparativas: Dia do Micro Transplante Capilar e após 24h


24 horas após o Micro Transplante Capilar

24 horas após o Micro Transplante Capilar

24 horas após o Micro Transplante Capilar

Logo após o Micro Transplante Capilar

Logo após o Micro Transplante Capilar

Logo após o Micro Transplante Capilar


(…) “Dormiste bem”, perguntou-me o meu filho ao pressentir que já me tinha levantado. “Sim dormi muito bem e só me levantei para mudar o resguardo da almofada”, respondi-lhe, pronto para tomar o pequeno-almoço.

Não tinha dores, nem qualquer inchaço na testa, situação que o médico me tinha alertado, pedindo para evitar ler ou trabalhar no computador com a cabeça inclinada para baixo.

Comecei a manhã a regar a cabeça com soro fisiológico, prática que sabia ter de repetir de 1/2 em 1/2 hora. Segui a sugestão do médico e guardei o aspersor do soro no frigorífico. Aquele fresco na cabeça soube-me bem.

Tomado o Omeprazol em jejum, os 2 comprimidos de “Medrol” e a Flucloxacilina foram engolidos com o galão da manhã.

“Pai estou a precisar de comprar umas t-shirts. Achas que dá para irmos às compras”, perguntou-me o meu filho, sabendo de antemão qual era a resposta.

Apanhamos o Metro para o Colombo. Começamos pelas marcas associadas ao surf e acabamos na H&M e na Primark, coisa impensável há 6/7 anos, altura em que só a Billabong e a Quiksilver lhe “assentavam” bem!

E claro, para “regar” a cabeça de 1/2 em 1/2 hora só se consegue regando em qualquer lado: nos corredores do Centro Comercial, no Metro, na rua ou na esplanada. O único cuidado foi não "regar" alguém nas redondezas. É uma operação de 15 segundos, contando o tempo para tirar e pôr o aspersor na mochila.

Sempre a circular, engraçado foi perceber o olhar curioso/intrigado de alguns transeuntes mais atentos, que apenas queriam confirmar se eu tinha caído de costas pela escada abaixo ou se eu era figurante da série “Walking dead”!

A rotina dos cuidados pós-operatórios terminou, antes de ir dormir, com a lavagem cuidada da “zona doadora” e com a toma da Flucloxacilina da meia noite!


Belo dia, bem passado, não foi João? (…)

       

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Pós-operatório do micro transplante capilar - Dia Zero

Antes c/ cabelo (mal distribuído)

Antes c/ cabelo rapado

Depois do Micro Transplante Capilar

(...)

Com muito cuidado às cabeçadas, entrei e sai do táxi, são e salvo!

Tinha o meu filho à espera. Depois daquele abraço, diz-me ele: “gosto de te ver de cabelo rapado”; “pareces o ator da serie X” ou “o cantor da música Y” ou “o jogador da equipa Z”.

Logo disparou as perguntas óbvias: “Tens dores”? “ Isso doeu-te muito”? Respondi que estava bem, sem dores e que o Micro Transplante Capilar também não doeu. “Tenho apenas a sensação de capacete na cabeça”!

“Tens que ficar em casa … ou podes sair”, perguntou-me. “Posso fazer a vida normal, evitando o sol, as cabeçadas, os movimentos bruscos e nos próximos 4 dias tenho de regar a cabeça, de 1/2 em 1/2 hora, com soro fisiológico. Menos à noite".

"Como é que vais dormir"? "Tenho de enrolar a almofada com fita-cola para a zona recetora não tocar na almofada”.

“Então onde é que vamos jantar”, perguntou-me. “Há uma hamburgueria aqui perto". Referia-me a outra, mas acabamos no Macdonald’s.

Tomei 2 comprimidos de “Medrol” (anti-inflamatório) ao jantar. A Flucloxacilina (antibiótico) era só à meia-noite e o “Ben-U-Ron” só em SOS para as dores, que felizmente não apareceram.

Depois de um passeio para ajudar à digestão, tinha de lavar a “zona dadora”, sem tocar na “recetora”, com um champô próprio e compressas de gaze esterilizado para funcionar como esponja.

O procedimento é muito simples, mas tem de ser feito com a ajuda de alguém ou então com um “espelho retrovisor”. É que entre a zona dadora e a recetora resta um dedo de distância e sem ver onde acaba uma e começa a outra, fica complicado.

Apenas sangrou um dos "furos" da zona dadora, que, tal como me tinha sido explicado, estancou depois de pressionado com a gaze.

Ah, e para dormir não dá para usar t-shirt, nem qualquer roupa de vestir pela cabeça. Já antes do Micro Transplante Capilar fui avisado que tinha de usar, durante 2 semanas, de noite e de dia, camisas de botões. 

O Dia Zero começou bem ... e acabou muitooo melhor! Não é difícil descobrir porquê. Não é ... João?

(...)




quinta-feira, 16 de junho de 2016

“Dia do Micro Transplante Capilar” (Parte IV)








Fotos - Dia do Micro Transplante Capilar


(...) “Só faltam 800 folículos”, disse o médico. “Vai deitar-se e virar-se para o lado esquerdo para extraí-los da lateral-direita”. Testada a eficácia da anestesia, o médico ligou o “punch”.
http://arrelveiosintetico.blogspot.pt/2016/06/dia-do-micro-transplante-capilar-parte.html)

“Esta é a minha posição favorita para dormir”, comentei. “Vem a calhar. Nos próximos 4 dias é assim que deve dormir. Depois explico-lhe como vai fazer para a almofada não tocar na zona recetora”.

“Continuamos com música ou pomos um canal de notícias”, perguntou o médico. Voltamos à atualidade e deu para perceber que o mundo não tinha mudado muito.

“Dê-me a contagem dos folículos”, pediu o médico à enfermeira do 2º turno.

Virei-me para a direita para continuar o procedimento na lateral-esquerda.

“Já temos os folículos todos. Fazemos agora um intervalo para prepararmos a última fase”. O médico olhou para o relógio na parede e disse-me: “às oito e meia já vai estar despachado”!

Aproveitei para responder às sms´s da família e saber que o meu filho chegava a Lisboa por volta das 20h.

Bem recostado na marquesa e depois de testada a anestesia (local) comecei a “desfrutar”. “Desfrutar”, perguntou-me a enfermeira. “Sim, não me incomoda, nem dói. Até me dá gozo sentir a colocação do plantio”.

Quando perguntei sobre a qualidade dos folículos, o médico informou-me que, na extração da manhã, se atingiu uma média de 2,2 cabelos por folículo e à tarde 2,1. “É bom”!

Eram 20.45h quando o médico anunciou que tinha terminado o micro transplante capilar.

Explicados os cuidados a ter com a hidratação, com a lavagem, com a almofada para dormir e referenciados os hipotéticos sintomas do pós-operatório, preenchi o inquérito da satisfação do cliente.

“Vamos à última sessão fotográfica”, pediu a enfermeira, aproveitando para insistir sobre os cuidados para evitar cabeçadas. “Muito/muito cuidado a entrar e a sair do carro”.

No corredor o médico esperava para se despedir. “Foi um prazer conhecê-lo. Neste caso, não posso dizer … «até uma próxima». Todos desejamos que não haja … próxima! (...)

terça-feira, 14 de junho de 2016

“Dia do Micro Transplante Capilar” (Parte III)


                       Folículos implantados até tracejado do topo da cabeça

                           
                                                       Implanter


(...) “Já chega de SIC/N”! De facto já sabíamos as notícias do dia … de cor e salteadas. “Agora, vamos passar para um canal de música. Que tipo de música é que gosta”, perguntou-me o médico. Sintonizados no VH1, foram 3 horas de boa música e conversa agradável.

Até deu para conhecer a nova música dos Coldplay. “Sim, pela voz parece-me Coldplay”, respondeu a enfermeira à pergunta do médico, sem tirar os olhos da bateria de “implanters” à espera de serem carregados com os folículos.

Estão a ver aquelas esferográfica (com mola)? O “implanter” é parecido. Na ponta tem uma “agulha” oca com uma ranhura lateral, onde a enfermeira, com destreza, coloca um folículo por “caneta”. É com essa agulha que o médico abre o orifício no couro cabeludo e “dispara” a caneta para deixar o folículo “implantado”.

Se não me consegui explicar (e se não é impressionável) pesquise no YouTube por “implanter micro transplante capilar”.

Ah, e desta vez numa posição bem confortável. Deitado na marquesa de barriga para cima e com o tronco recostado a (+/-) 30 graus, até deu para “passar pelas brasas”.

Cerca das 17.00h acabou a 2ª fase. Da coroa até meio da cabeça foram implantados 1900 folículos. Missão cumprida a 70%.

E chegou a hora de comer uma fatia de bolo. Era dia de aniversário. “Quantos anos me dá”, perguntou a enfermeira. Com tanta “arma branca” ali à mão, alarguei o intervalo de segurança: “26, …, 27, … 28” e acertei ... no limite superior! (...)

quinta-feira, 9 de junho de 2016

“Dia do Micro Transplante Capilar” (Parte II)





(…). Voltei à sala do “bloco”. O médico explicou-me as fases do “procedimento”: “Vamos fazê-lo em 4 fases. Até à hora do almoço extraímos o máximo de folículos da parte posterior da cabeça, depois do almoço vamos implantá-los, começando pela coroa e seguindo para a frente. Na 3ª fase extraímos os restantes folículos das laterais e acabamos o dia a implantá-los”.

Eram 9.50h, quando me deitei na marquesa de barriga para baixo. “Vai sentir umas picadas para eu aplicar a anestesia (local)”. Nada de especial. Passados 10 minutos e testada a anestesia, o médico ligou o “punch”.

O “punch” é uma espécie de broca oca e com 0,8mm de diâmetro que corta “micro cilindros” do couro cabeludo e onde se encontram os folículos.

Contei 100/150 “punchadas” de cada vez. A “broca” foi desligada. Com uma pinça na mão direita retirou “cilindro a cilindro” e pousou-os, um a um, sobre a luva da mão esquerda para colocá-los numa pequena taça de vidro.

É ao microscópio que descartam os folículos inviáveis e se separam os têm 1, 2 e 3 cabelos.

Foram 3.30h a extrair 1900 folículos. Faltavam mais 800 até atingir os 2700. Às 13.30h paramos para almoçar uma sopa, uma baguete de frango e um sumo de laranja.

Tudo ok! De estranho, apenas o nariz entupido e a cabeça a andar à roda quando me levantei. “Isso é normal”, disse o médico. “Foram muitas horas de cabeça baixa. Sente-se na marquesa e movimente devagar os braços e as pernas”. Passou rápido!

Os 30 minutos de almoço foram entremeados com sms’s para a família.

A manhã passou-se bem à conversa com o médico e com a enfermeira. Zero dores e a ouvir a SIC/Notícias.