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| Antes c/ cabelo (mal distribuído) |
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| Antes c/ cabelo rapado |
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| Depois do Micro Transplante Capilar |
(...)
Com muito cuidado às cabeçadas, entrei e sai do táxi, são e salvo!
Tinha o meu
filho à espera. Depois daquele abraço, diz-me ele: “gosto de te ver
de cabelo rapado”; “pareces o ator da serie X” ou “o cantor da música Y” ou “o
jogador da equipa Z”.
Logo
disparou as perguntas óbvias: “Tens dores”? “ Isso doeu-te muito”? Respondi que
estava bem, sem dores e que o Micro Transplante Capilar também não doeu. “Tenho
apenas a sensação de capacete na cabeça”!
“Tens
que ficar em casa … ou podes sair”, perguntou-me. “Posso fazer a vida
normal, evitando o sol, as cabeçadas, os movimentos bruscos e nos
próximos 4 dias tenho de regar a cabeça, de 1/2 em 1/2 hora, com soro
fisiológico. Menos à noite".
"Como é que vais dormir"? "Tenho de enrolar a almofada com fita-cola para a zona
recetora não tocar na almofada”.
“Então
onde é que vamos jantar”, perguntou-me. “Há uma hamburgueria aqui perto".
Referia-me a outra, mas acabamos no Macdonald’s.
Tomei 2 comprimidos de “Medrol” (anti-inflamatório) ao jantar. A Flucloxacilina (antibiótico) era só à meia-noite e o “Ben-U-Ron” só em SOS para as dores, que felizmente
não apareceram.
Depois
de um passeio para ajudar à digestão, tinha de lavar a “zona dadora”,
sem tocar na “recetora”, com um champô próprio e compressas de
gaze esterilizado para funcionar como esponja.
O
procedimento é muito simples, mas tem de ser feito com a ajuda de alguém ou
então com um “espelho retrovisor”. É que entre a zona dadora e a recetora resta
um dedo de distância e sem ver onde acaba uma e começa a outra, fica complicado.
Apenas
sangrou um dos "furos" da zona dadora, que, tal como me tinha sido explicado, estancou depois de pressionado com a gaze.
Ah, e para dormir não dá para usar t-shirt, nem
qualquer roupa de vestir pela cabeça. Já antes do Micro Transplante Capilar fui avisado que
tinha de usar, durante 2 semanas, de noite e de dia, camisas de botões.
O Dia Zero começou bem ... e acabou muitooo melhor! Não é difícil descobrir porquê. Não é ... João?
(...)



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